sábado, 28 de abril de 2012
OBJETIVO DO BLOG
Essa é mais uma iniciativa que visa o relacionamento dos andiraenses e de todos aqueles que gostam de Andirá. Aqui será possível ficar por dentro do que acontece nos encontros semanais de futsal realizados no Club Poltava e tudo aquilo que possa interessar a comunidade andiraense residente em Curitiba. Não será permitido comentários que venham criar qualquer tipo de constrangimento aos leitores.
sexta-feira, 27 de abril de 2012
ANDIRÁ FUTSAL - DESDE 1969
No final da década de 60 e início dos anos 70, vários jovens andiraenses vieram para Curitiba com o objetivo de dar continuidade aos seus estudos. Naquela época a distância entre Andirá e a capital paranaense era de aproximadamente 650 km, pois para chegar até aqui era necessário passar por Apucarana, onde passava a Rodovia do Café que ligava o norte do estado do Paraná com a capital. Além da distância, o frio representava importante obstáculo para adaptação, principalmente entre os meses de maio e agosto. O inverno no sul do estado era muito forte e castigava até mesmo os curitibanos, já acostumados com ele. Além do frio, a saudade da família, dos amigos e daquela rotina tranquila de cidade pequena contribuía para que muitos sentissem saudades e acabavam retornando. Os mais determinados buscavam força e motivação nos próprios amigos conterrâneos que aqui viviam. Assim, nos finais de semanas, sem muita grana para gastar, se reuniam para disputar uma pelada de futebol, jogar um carteado, ir ao cinema ou ainda assistir um jogo qualquer de futebol pelo campeonato paranaense ou do brasileirão. Naqueles tempos o Coritiba F. C. se sobressaía aos demais clubes da Capital e do interior. O estádio "Belfor Duarte", hoje "Couto Pereira", era palco de grandes jogos e quase sempre esses jovens andiraenses estavam presentes. Craques como Rivelino, Pelé, Coutinho, Edu, Ademir da Guia, Roberto Dias, Gerson, Pedro Rocha, Jairzinho, Zico, Tostão e tantos outros, se apresentaram no gramado do Couto Pereira. Isso sem se esquecer dos craques daqui como: Sicupira, Kruger, Zé Roberto, Joel Mendes, Jairo, Aladim, Negreiros, Paquito, Abatiá, Rinaldo, Hidalgo, Passarinho, Cláudio Marques, Madureira e outros mais. O principal meio de comunicação com os familiares e amigos de Andirá era a carta, já que a ligação telefônica interurbana, além de cara, funcionava mal e muito cara. Sempre que um recebia uma carta, os demais ficavam como papagaios de piratas no ombro do recebedor, curiosos para saber as novidades da terrinha. Muitas mães desses jovens mandavam, pelo ônibus, pães, bolos, salgados e outros quitutes que sempre tinham ajudantes para dar um fim rápido naquilo tudo. As mães acreditavam que seriam degustados durante a semana pelo filho e não imaginavam que acabavam tão depressa. A empresa de ônibus Viação Garcia atendia o trajeto entre Curitiba e Andirá, tornando parte integrante da vida da maioria desses andiraenses. Muitos acontecimentos pitorescos ocorridos durante as viagens ficaram marcados para sempre e são relembrados até hoje com muitas risadas e saudades. O interessante que pouco antes da saída do ônibus era anunciado sua partida da seguinte forma: “Atenção passageiros com destino a Londrina, Cornélio Procópio, Santa Mariana, Bandeirantes e Cambará...” Pulavam Andirá. Isso era motivo de revolta dos jovens andiraenses e motivo de gozação para os amigos de Bandeirantes e Cambará que viajavam juntos. Além do estudo, o trabalho era outro grande atrativo para muitos andiraenses que para cá vieram no citado período. Por ser uma cidade pequena, Andirá não tinha nenhuma instituição de ensino superior e o mercado de trabalho era insuficiente para todos. Assim, a saída era deixar Andirá. Depois de concluir seus cursos universitários em Curitiba, esses jovens se deparavam com três alternativas para seguir: ficar em Curitiba, voltar para Andirá ou tentar a sorte e outra cidade. A grande maioria preferiu continuar morando Curitiba, onde conseguiram se realizar profissionalmente e constituir famílias. Apesar das dificuldades da vida de estudante, todos lembram com saudades daqueles tempos difíceis. Havia a suposta liberdade de fazer o que bem entediam sem a fiscalização ferrenha dos pais, quando estavam no auge da juventude. Tudo era festa, tudo era novidade e motivo de comemoração. A maioria tinha uma ou duas calças Lee ou Lewis, umas quatro camisas, meia dúzia de cuecas, alguns pares de meias, suficientes para estar sempre na moda e pronta para as festas. Os cabelos longos, costeletas, calça boca de sino era a moda dos jovens da época. Apesar da ditadura ferrenha que o Brasil passava, os jovens daqueles tempos contribuíram e vivenciaram intensamente as mudanças culturais e comportamentais que transformaram o mundo para sempre. O futebol sempre foi o principal meio para manter a união entre eles, fosse para assistir um bom jogo ou para bater uma bolinha por aí. Como a falta de grana era grande não havia um local para se jogar futebol, o negócio então era improvisar e sair à procura de uma cancha que estivesse disponível e não tivesse que pagar para utilizá-la. Quase sempre acabavam por usar as canchas públicas, tais como da UFP Floresta, Agronomia ou ainda da empresa de transportes Bosca, no bairro do Portão, onde o Hélio Paula trabalhava. O piso da cancha da Bosca era de asfalto, onde todos saiam ralados depois das peladas. Também havia um poste dentro da mesma e era difícil o treino que alguém não trombasse com o poste e em seguida pedia falta. Depois do futebol todos seguiam para um boteco tomar uma cervejinha e jogar conversa fora. A partir de 1973, com um número maior de participantes e por indicação do Gigantinho, foi alugada uma cancha no bairro do Pilarzinho, onde havia também bar e piscina. Ficamos chic e todos os sábados, a partir das 14hs., os andiraense das várias repúblicas existentes se encontravam lá para jogar futebol e depois refrescavam-se na piscina. Se o frio não permitia, reuniam-se em volta de uma mesa do bar da piscina e ficavam horas conversando. Como havia muitos bons atletas de salão, em 1978 foi formada uma equipe visando disputar os principais campeonatos de futebol de salão da nossa capital. O nome escolhido foi Andirá Futsal. Os principais atletas eram: Hélio Paula, Marino, Didio, Virsão, João Márcio, Nakama, Hélio Carlos, Beto Picolo, Luiz Carlos e Purguinha. Além da prática do esporte, o Andirá Futsal tinha como objetivo divulgar o nome de Andirá, já que a grande maioria dos curitibanos nunca tinha ouvido falar em Andirá e muitos, quando se deparavam com o nome, achavam que se tratava de uma empresa, um bairro distante ou alguma cidade de Santa Catarina. O time era bom e logo no primeiro campeonato, disputado na Vila Isabel, conseguiu ficar em 3º lugar. Depois disso, foi alugado um horário na própria cancha da igreja da Vila Isabel, onde os encontros semanais passaram a ser realizados toda quarta-feira. Além dos treinos da equipe, muitos iam apenas para se encontrar com o pessoal. Esses encontros aconteceram por mais de 25 anos, ou seja, de 1979 até dezembro de 2004, quando a cancha foi desativada. Depois do 3º lugar conquistado na sua primeira participação, o Andirá Futsal, em 1979, participou do primeiro Torneio de Bairros, organizado pela Federação de Futsal e ficou em 4º lugar entre as 50 equipes participantes. Com essa boa colocação conquistada, a Federação Paranaense de Futsal, através do seu presidente Jorge Kudri, convidou o Andirá Futsal para participar do campeonato da cidade de 1980. Tratava-se da principal competição de salão da cidade onde, entre outras equipes participavam: Circulo Militar, Oficiais, AABB, Ases, Cidadela, Panteras, ASBAC e Atlético Paranaense. Todos essas equipes tinham boa estrutura e apoio financeiro dos clubes que representavam. Enquanto isso o Andirá Futsal rachava suas despesas entre os participantes. Para a surpresa de todos, já no torneio início o time mostrou a que veio sagrando-se o campeão em partida final eletrizante contra o Pitrica, considerado uns dos melhores times de Curitiba e do Paraná. Foi uma noite memorável comemorada pelos atletas e torcedores até altas horas da noite num boteco nas proximidades do Circulo Militar. A partir de então, Andirá já não era um nome desconhecido em nossa capital, pelo menos para quem acompanhava o futebol de salão da cidade. Mesmo sem apoio e estrutura para se disputar um campeonato dessa envergadura , o Andirá Futsal ainda assim conseguiu ficar entre os seis melhores times do campeonato. Pode parecer pouco, mas se considerarmos o nível dos demais participantes, ficar entre os seis melhores times de salão da Capital foi uma grande conquista. A partir de 80 a colônia de andiraenses em Curitiba era grande, havia de 50 famílias que para cá vieram em busca de melhores condições de vida e para que seus filhos dessem continuidade aos estudos. Em 1982, aproveitando o entusiasmo que havia em torno do time, foi fundada uma associação de andiraenses com a adesão de aproximadamente 250 associados. A sede ficava na Av. Iguaçu, 1.836, Bairro Água Verde, próxima ao Hospital Victor Ferreira do Amaral, onde atualmente funciona um restaurante de comida japonesa, o Taisho. A primeira diretoria foi constituída pelos seguintes andiraenses: Presidente: Vilson Bonacin (Virsão); Vice-presidente: Antonio Senival da Silva; 1º Tesoureiro: Hélio Paula e Silva; 2º Tesoureiro: Vitório Bonacin Filho; 1º Secretário: Darci Domingues; 2º Secretário: Carlos Daniel B. Amaral; Departamento Social: Tadeu Nicoleti; Departamento de Esportes: Luiz Gilioli; Departamento Feminino: Edna Maria Pereira; Departamento de Imprensa e Relações Públicas: Carlos Roberto Cunha; Departamento Cultural: Sergio Said Staut; Departamento de Patrimônio: Luiz Celso Kiss. Denominada "Casa de Andirá", a associação tinha sala de jogos, bar, sala de tv, sala de ginástica para as mulheres, com aulas ministradas pela professora Núria e, nos fundos, havia um amplo pátio onde eram realizados churrascos, festas de aniversários, festas juninas etc. Toda quarta-feira, depois do treino na Vila Isabel, os atletas iam até a Associação para conversar, jogar esnuque, pebolim, tênis de mesa ou assistir tv enquanto degustavam alguma porção de salgado ou sanduíche feitos pela Mafalda e Dionir Bonacin, responsáveis pelo bar. Como tudo na vida um dia acaba, a associação não resistiu. Pela falta da renovação de lideranças e falta de condições financeiras para sobreviver, deixou de existir. Mesmo assim o pessoal não abandonou os encontros semanais das quartas-feiras realizados na cancha da igreja da Vila Isabel. Além disso, todos os anos iam para Andirá encontrar-se com os amigos da terrinha. Algumas vezes os oriundos retribuíram essas visitas e os encontros aconteciam em Curitiba na chácara do Cobertura. Em 2005 a cancha da Igreja da Vila Isabel foi desativada, e então um novo local foi escolhido e contratado para dar continuidades aos encontros semanais. Optou-se pelo Clube Poltava, que fica na Rua Pará,1035 na Água Verde. E assim foi possível dar continuidade a aos encontros semanais que acontecem sistematicamente às quartas-feiras desde 1979. Esperamos que tais encontros possam durar por muito mais tempo e que novos adeptos venham participar. As portas estarão sempre abertas, seja para bater uma bola ou simplesmente para aquela conversa onde Andirá sempre é mencionada.
quarta-feira, 25 de abril de 2012
ENCONTRÃO DOS "PÉ VERMEIOS" ANDIRAENSES
Na década de 70, época que muitos andiraense migraram para cidades maiores como Curitiba, São Paulo e Londrina, foi quando aconteceram os primeiros encontros entre nativos e migrantes. No início apenas os moradores residentes na capital do estado é que visitavam Andirá em grupos. Definia-se um final de semana e um grupo de andiraenses residentes em Curitiba, na sua grande maioria estudantes, iam para Andirá onde eram recebidos pelos nativos com grande festa. O futebol sempre foi o pano de fundo para justificar esses encontros. Com o passar do tempo foi se tornando um acontecimento de grande importância, pois cada vez mais as pessoas demonstravam grande interesse em participar. Estabeleceu-se então que os encontros seriam anuais e se chamaria "Nati-Migra". A maioria deles foram realizados em Andirá, sendo que em 1991 e 1993 eles aconteceram em Curitiba na chácara do andiraense José Bonacin, conhecido pelo apelido de Cobertura. Além da partida de futebol, em que era disputado um troféu transitório, tinha também o almoço com música, brincadeiras e muita alegria de todos. A partir de 1991, por iniciativa de Pedro de Oliveira Campos, todos encontros foram registrados através da lavratura de uma ata, assinada por todos os participantes. Durante o período entre os anos de 1999 e 2004, não foi realizado nenhum encontro oficial, mas em 2005 foi criada uma comissão com nativos e migrantes para a retomada de tais festas. Após reunião em Andirá, no Ingá Palace Hotel, ficou definido que os encontros continuariam, mas sofreriam algumas mudanças. A primeira delas foi a ampliação para a participação de andiraenses residentes em outras cidades do Brasil. Também ficou estabelecido que os encontros aconteceriam a cada dois anos e no primeiro final de semana do mês de outubro. Definiu-se também um novo nome para o encontro, que passou a se chamar: Encontrão dos "Pé Vermeio" Andiraenses. Foram incorporados todos encontros os encontros do Nati-Migra para que não se perder no esquecimentos das gerações futuras como tudo começou. Assim, com tal decisão e com base nos registros do livro de ata, ficou da seguinte forma a sequência de encontros realizados até hoje: 17/08/91 - 1º Encontro Nati-Migra - Realizado em Curitiba - Chácara do Cobertura; 18/07/92 - 2º Encontro Nati Migra - Realizado em Andirá - Associação Banestado; 18/09/93 - 3º Encontro Nati-Migra - Realizado em Curitiba - Chácara do Cobertura; 17/07/97 - 4º Encontro Nati-Migra - Realizado em Andirá - Ingá Country Clube; 25/07/98 - 5º Encontro Nati-Migra - Realizado em Andirá - Associação Banestado. Em 01/10/05 aconteceu o 6º encontro na Associação do Banco do Brasil, já com a novo nome: 6º Encontrão dos "Pé Vermeio" Andiraenses; 13/10/07 - 7º Encontrão dos "Pé Vermeio" Andiraenses - Associação do Banco do Brasil; 12/10/09 - 8º Encontrão dos "Pé Vermeio" Andiraenses - Ingá Country Club; 08/10/11 - 9º Encontrão dos " Pé Vermeio" Andiraenses - Sede Social da Santos Andirá - 05/10/13 - 10º Encontrão dos "Pé Vermeio" Andiraenses Sede Social da Santos Andirá.
PRESENÇAS REGISTRADAS EM ATA
1º Encontro - 63 participantes
2º Encontro - 121 participantes
3º Encontro - 167 participantes
4º Encontro - 54 participantes
5º Encontro - 89 participantes
6º Encontro - 192 participantes
7º Encontro - 170 participantes
8º Encontro - 191 participantes
9º Encontro - 72 participantes
10ºEncontro - 174 participantes
Obs. A quantidade de participantes indicadas não representa necessariamente o número total de pessoas, pois em muitos dos encontros grande parte deles não registraram suas presenças no Livro Ata.
/////////////////////// Em: 28/04/12 - Vilson Bonacin
sexta-feira, 27 de agosto de 2010
Almoço mensal.
Em Curitiba alguns andiraenses encontraram uma forma interessante de se manterem sempre ligados. Toda última sexta-feira de cada mês eles almoçam juntos onde, para variar, não faltam lembranças de passagens pitorescas o engraçadas acontecidas em Andirá. O ambiente leve e solto transforma tais encontros em momentos de rara descontração, predominando sempre a alegria temperada com muitas gargalhadas. Se você é andiraense, ou morou em Andirá, e gostaria de participar de tais encontros, basta entrar em contato com uma das seguintes pessoas: (Em ordem alfabética): Carlão (8405-0516); Celso Kiss (9997-9878); Didio (9985-1964); Hélio Paulo (9976-4844); Nelso Hugo (3224-6584) e Virsão Bonacin (8409-4909). Qualquer um deles saberá dizer onde será o próximo almoço. Participe e reacenda ou mantenha acessa a chama que todo bom andiraense carrega dentro do peito
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